BRASIL O SHOW (1997)

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BRASIL O SHOW

Simone
(P) 1997 POLYGRAM – ao vivo   (31o. álbum)


1. CANTA, CANTA, MINHA GENTE
        O QUE É O QUE É
 
Canta, Canta, Minha Gente
(Martinho da Vila)
 
Canta, canta, minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar
 
A vida vai melhorar
Vai melhorar
A vida vai melhorar
Vai melhorar
 
Cantem o samba-de-roda
O samba-canção e o samba rasgado
Cantem o samba-de-breque
O samba moderno e o samba quadrado
Cantem ciranda, o frevo
O coco, maxixe, baião e xaxado
Mas não cante essa moça bonita
Porque ela está com o marido do lado
 
Canta, canta, minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar
 
A vida vai melhorar
Vai melhorar
A vida vai melhorar
Vai melhorar
 
Quem canta seus males espanta
Lá em cima do morro
Ou sambando no asfalto
Eu canto o samba-enredo
Um sambinha lento e um partido-alto
Há muito tempo não ouço
O tal do samba sincopado
Só não dá pra cantar mesmo
É vendo o sol nascer quadrado
 
Canta, canta, minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar
 
A vida vai melhorar
Vai melhorar
A vida vai melhorar
Vai melhorar
 
O que é o que é
(Gonzaguinha)
 
Viver
E não ter a vergonha de ser feliz
Cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita, é bonita
 
2. BEIJA, ME BEIJA, ME BEIJA
 
Beija, me beija e me beija
(Zé Catimba/ Martinho da Vila)
 
Pela própria natureza
Ela é minha mulher
Tão pureza, tão fogosa
Um botão que virou rosa
Pra ser o meu bem-querer
 
Beija, me beija, me beija
Beija, me beija, me beija
Beija, me beija
Beija,me beija, me beija
 
Não é Amélia, mas lava roupa
Seca louça e me dá banho
Me enxágua, me enxuga,
mas se vende caro
Pois não é ‘preta de ganho’
Me come, se acaba, inda diz ‘ora veja’
Beija, me beija, me beija
 
Beija, me beija, me beija
Beija, me beija, me beija, me beija
 
3. MEU LAIÁ-RAIÁ
 
Meu laiá-raiá
(Martinho da Vila)
 
Você é meu povo
Você é meu samba
Você é a bossa
E a minha voz
Pra você eu trago
Um sambinha novo
Que eu fiz na fossa
Pra cantar a sós
E também vieram
Beijos nunca dados
Abraços guardados
Pra você sentir
Mas eu quero mesmo
É me enroscar num leito
Apertar seu peito
E depois dormir
 
Dormir sonhando
com você enamorada
Minha noiva muito amada
Meu pedaço de mulher
Minha história, meu segredo
Minha estrela, minha fé
Minha escola, meu enrêdo
(Me cigarro) Vinho tinto e meu café
 
Lá laiá raiá, raiá raiá laiá
Você é o meu laiá raiá laiá
La laiá raiá, raiá raiá laiá
Você é o meu laiá raiá laiá
 
E também vieram…
Lá laiá raiá raiá laiá
Apertar seu peito e depois…
 
4. DISRITMIA
 
Disritmia
(Martinho da Vila)
 
Eu quero
Me esconder debaixo
Dessa sua saia
Pra fugir do mundo
 
Pretendo
Também me embrenhar
No emaranhado
Desses seus cabelos
 
Preciso transfundir seu sangue
Pro meu coração
Que é tão vagabundo
 
Me deixa
Te trazer num dengo
Pra num cafuné
Fazer os meus apelos
 
Eu quero
Ser exorcizado
Pela água benta
Desse olhar infindo
 
Que bom
É ser fotografado
Mas pelas retinas
Desses olhos lindos
 
Me deixe hipnotizado
Pra acabar de vez
Com essa disritmia
 
Vem logo
Vem curar seu nego
Que chegou de porre
Lá da boemia
 
Eu quero…
 
5. SINAL FECHADO
 
Sinal fechado
(Paulinho da Viola)
 
Olá, como vai?
Eu vou indo e você, tudo bem?
 
Tudo bem, eu vou indo, correndo
Pegar meu lugar no futuro e você?
 
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranqüilo, quem sabe…
 
Quanto tempo…
Pois é, quanto tempo…
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios…
 
Qual, não tem de quê?
Eu também só ando a cem…
 
Quando é que você telefona
Precisamos nos ver por aí…
 
Pra semana prometo, talvez
Nos vejamos, quem sabe…
 
Quanto tempo…
Pois é, quanto tempo…
 
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas…
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança…
 
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa rapidamente…
Pra semana…
O sinal…
Eu procuro você
Vai abrir, vai abrir…
Por favor, não esqueça
Não esqueço, não esqueço
Prometo, não esqueço…
Não esqueça, não esqueça
Adeus…
Adeus…
 
6. CORAÇÃO LEVIANO
 
Coração leviano
(Paulinho da Viola)
 
Trama em segredo teus planos
Parte sem dizer adeus
Nem lembra dos meus desenganos
Fere quem tudo perdeu
Ah! Coração leviano
Não sabe o que fez do meu
Ah! Coração leviano
Não sabe o que fez do meu
 
Este pobre navegante
Meu coração amante
Enfrentou a tempestade
No mar da paixão e da loucura
Fruto da minha aventura
Em busca da felicidade
 
Ah!Coração teu engano
Foi esperar por um bem
De um coração leviano
Que nunca será de ninguém…
 
7. ONDE A DOR NÃO TEM RAZÃO
        PRESSENTIMENTO
 
Onde a dor não tem razão
(Elton Medeiros/ Paulinho da Viola)
 
Canto
Pra dizer que no meu coração
Já não mais se agitam
As ondas de uma paixão
Ele não é mais abrigo
De amores perdidos
É um lago mais tranqüilo
Onde a dor não tem razão
Nele a semente
De um novo amor nasceu
Livre de todo rancor
Em flor se abriu
Venho reabrir as janelas da vida
E cantar como jamais cantei
Essa felicidade ainda
 
Quem esperou como eu
Por um novo carinho
E viveu tão sozinho
Tem que agradecer
Quando consegue do peito
Tirar um espinho
É que a velha esperança
Já não pode morrer
 
Canto
Pra dizer que no meu coração
Já não mais se agitam
As ondas de uma paixão
Ele não é mais abrigo
De amores perdidos
É um lago mais tranqüilo
Onde a dor não tem razão
Nele a semente
De um novo amor nasceu
Livre de todo rancor
Em flor se abriu
Venho reabrir as janelas da vida
E cantar como jamais cantei
Essa felicidade ainda
 
Venho reabrir as janelas da vida
E cantar como jamais cantei
Essa felicidade ainda
 
 
Pressentimento
(Elton Medeiros/ Hermínio Bello de Carvalho)
 
Ai! Ardido peito
Quem irá entender o teu segredo?
Quem irá pousar em teu destino
E depois morrer do teu amor?
 
Ai! Mas quem virá?
Me pergunto a toda hora
E a resposta é o silêncio
Que atravessa a madrugada
 
Vem, meu novo amor
Vou deixar a casa aberta
Já escuto os teus passos
Procurando o meu abrigo
 
Vem, que o sol raiou
Os jardins estão florindo
Tudo faz pressentimento
Que este é o tempo ansiado
De se ter felicidade
 
8. MARACANGALHA
        NA CADÊNCIA DO SAMBA
        SAMBA DO ARNESTO
 
Maracangalha 
(Dorival Caymmi)
 
Eu vou pra Maracangalha
Eu vou
Eu vou de uniforme branco
Eu vou
Eu vou de chapéu de palha
Eu vou
Eu vou convidar Anália
Eu vou
 
Se Anália não quiser ir
Eu vou só
Eu vou só, eu vou só
Se Anália não quiser ir
Eu vou só, eu vou só
Eu vou só, sem Anália
Mas eu vou
 
 
Na cadência do samba 
(Ataulfo Alves/ Paulo Gesta)
 
Sei que vou morrer, não sei o dia
Levarei saudade da Maria
Sei que vou morrer, não sei a hora
Levarei saudade da Aurora
 
Quero morrer
Numa batucada de bamba
Na cadência bonita do samba
 
Mas o meu nome
Ninguém vai jogar na lama
Diz o dito popular
Morre o homem, fica a fama
 
Samba do Arnesto 
(Adoniran Barbosa/ Alocin)
 
O Arnesto nos convidô
Prum samba ele mora no Brás
Nós fumos
Não encontremos ninguém
Nós vortemos
Com uma baita duma reiva
Da outra veiz
Nós num vai mais
Nós não semo tatu
No ôtro dia
Encontremos co´o Arnesto
Que pediu descurpas
Mai nós num aceitemos
Isso num si faiz, Arnesto
Nós num si importa
Mai voce devia
Ter punhado um recado
Na porta
 
Ôôôô.. que recado?
Mas que recado?
Mas que porta?
Num se alembra?
Que os omê foram lá com as ferramenta
E mandaram derrubá tudo
 
9. SAUDOSA MALOCA
 
Saudosa maloca
(Adoniran Barbosa)
 
Citação Musical: ‘Trem das Onze’ (Adoniran Barbosa)
 
Saudosa maloca
Maloca querida
 
Que din donde nóis passemo
Dias feliz de nossas vida
 
Cas,cas,cas,cas,cas
Cas,cas,cas,cas,cas
Cas,cas,cas,cas,cas,cas
Cas,cas
 
Não posso ficar
 
10. AI QUE SAUDADES DA AMÉLIA
 
Ai que saudades da Amélia
(Ataulfo Alves/ Mário Lago)
 
Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou um pobre rapaz
 
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo que você vê, você quer
Ah! Meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim é que era mulher
 
Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
E quando me via contrariado
Dizia: ‘benzinho, o que se há de fazer’
 
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade
 
11. MULHERES
 
Mulheres
(Toninho Geraes)
 
Já tive mulheres
De todas as cores
De várias idades
De muitos amores
Com umas até
Certo tempo fiquei
Pra outras apenas
Um pouco me dei
 
Já tive mulheres
Do tipo atrevida
Do tipo acanhada
do tipo vivida
Casada, carente,
Solteira, feliz
Já tive donzela
e até meretriz
 
Mulheres cabeças
E desequilibradas
Mulheres confusas
De guerra e de paz
Mas nenhuma delas
Me fez tão feliz
Como você me faz
 
Procurei
Em todas as mulheres
A felicidade
Mas eu não encontrei
E fiquei na saudade
Foi começando bem
Mas tudo teve um fim
 
Você é
O sol da minha vida
A minha vontade
Você não é mentira
Você é verdade
É tudo que um dia
Eu sonhei pra mim
 
12. VERDADE
 
Verdade
(Nelson Rufino/ Carlinhos Santana)
 
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida
E a minha paixão adormecida
 
Pra ganhar seu amor fiz mandinga
Fui à ginga de um bom capoeira
Dei rasteira na sua emoção
Com o seu coração fiz zoeira
Fui à beira de um rio e voltei
Uma ceia com pão, vinho e flor
Uma luz para guiar sua estrada
A entrega perfeita do amor
Verdade
 
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida
E a minha paixão adormecida
 
Teu amor, meu amor, incendeia
Nossa cama parece uma teia
Teu olhar uma luz que clareia
Meu caminho tal qual lua cheia
Eu nem posso pensar te perder
Ai de mim, se esse amor terminar
Sem você minha felicidade
Morreria de tanto penar
Verdade
 
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida
E a minha paixão adormecida
 
13. MADALENA DO JUCU
 
Madalena do Jucu
(Martinho da Vila/ Associação dos Congadeiros do Espírito Santo)
 
Madalena, Madalena
Você é meu bem-querer
Eu vou falar pra todo mundo
Vou falar pra todo mundo
Que eu só quero é você
Eu vou falar pra todo mundo
Vou falar pra todo mundo
Que eu só quero é você
 
Minha mãe não quer que eu vá
Na casa do meu amor
Eu vou perguntar a ela
Eu vou perguntar a ela
Se ela nunca namorou
 
Madalena, Madalena…
 
O meu pai não quer que eu case
Mas me quer namorador
Eu vou perguntar a ele
Eu vou perguntar a ele
Por que ele se casou
 
Madalena, Madalena…
 
Eu fui lá pra Vila Velha
Direto do Grajaú
Só pra ver a Madalena
E ouvir tambor de Congo
Lá na Barra do Jucu
 
14. CANTA, CANTA
          TRENZINHO DO CAIPIRA
          AQUARELA DO BRASIL
          BRASIL
 
Canta, Brasil 
(Alcyr Pires Vermelho/ David Nasser)
 
Brasil
Minha voz enternecida
Já dourou os teus brasões
Na expressão mais comovida
Das mais ardentes canções
 
Também
Na beleza desse céu
Onde o azul é mais azul
Na aquarela do Brasil
Eu cantei de norte a sul
 
Mas agora o teu cantar
Meu Brasil, quero escutar
Nas preces da sertaneja
nas ondas do rio-mar
 
Ô, esse rio turbilhão
Entre selvas e rojão
Continente a caminhar
No céu, no mar, na terra
Canta, Brasil
 
 
Trenzinho da caipira 
(Heitor Villa-Lobos com poema de Ferreira Gular)
 
Instrumental
 
 
Aquarela do Brasil 
(Ary Barroso)
 
Essas fontes murmurantes
Onde mato a minha sede
Onde a lua vem brincar
Oi, esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil, brasileiro
Terra de samba e pandeiro
Brasil, pra mim, pra mim
 
 
Brasil 
(Cazuza/ George Israel/ Nilo Romero)
 
Brasil
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio
O nome do teu sócio
Confie em mim
Brasil
 
ENCARTES
 
CD
 
 
K7
 
 
 
FICHA TÉCNICA
 
Uma produção Polygram dirigida por Max Pierre
Um show de Simone e José Possi Neto
Gravação ao vivo e mixagem: Antonio ‘Moogie’ Canázio
Gravação em Estúdio: Moogie, Fábio e RodrigoGerência Artística Rodrigo Lopes
Assistente de Direção: Barney
Assistentes da Gravação ao Vivo: Duda Mello e Max P.A.
Assistentes no Estúdio: Duda Mello, Fernando Fishgold e Luciano Tarta
 
Gravado ao Vivo nos dias 4, 5, 6 e 7 de setembro de 97 no Palace, em São Paulo, pela Unidade Móvel ARP Gravações Musicais 
Assistência Técnica na Gravação ao Vivo: Augusto Oliveira e Zorro
Gravação de Complementos: AR Estúdios
Mixagem: Castle Oaks Studios, Los Angeles, California (EUA)
Assistente de Mixagem: Mike Aarvold
Masterização: Bernie Grundman Mastering, Los Angeles, Califórnia (EUA)
Técnico: Bernie Grundman 
Cenografia e Logotipo: Cristina Brasil
 
Capa: Projeto Gráfico Gê Alves Pinto e Geysa Adnet
Fotos: Beti Niemeyer, Mario Thompson (fundo de estojo) e Fábio Ghivelder (detalhe rosto)
Manipulação de Imagens: Lêka Coutinho
 
(P) 1997 Polygram
 
FORMATOS
 
1997 – POLYGRAM – CD (536. 511-2)
1997 – POLYGRAM – K7 (536.511-4)
 
 
MÚSICOS
 
Arranjos, Regência, Teclados e Acordeon: Julio Teixeira
Teclados: Ricardo Leão e João Braga
Guitarra e Violão: José Paulo Souza (Zepa)
Sax e Flauta: Ricardo Pontes
Sax-tenor e Flauta: Sergio Galvão
Trompete e Fugel: Nelson Oliveira
Trombone (em estúdio): Sergio Luis
Baixo: Carlos Eduardo (Papito)
Bateria: Jorge Gomes
Percussão:João Carlos (Bani)
Ritmistas: Mestre Paulinho, Douglas Botelho e Rodiney Ferreira
Coro: Solange Borges, Viviane Carvalho, Ronaldo Silva e Jorge Souza