É MELHOR SER (2013)

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É MELHOR SER

Simone
(P) 2013 BISCOITO FINO   (41o. álbum)



 
1. A PROPÓSITO
 
A propósito
(Simone/ Fernanda Montenegro)
 
Uma pessoa é o que a sua voz é
No jogo dramático e no canto
O artista também é o que são
A sua voz e o seu canto
 
2. MULHER O SUFICIENTE
 
Mulher o suficiente
(Alzira Espíndola/ Vera Lúcia Motta)
 
Eu não sou mulher o suficiente
Pra ser sua mãe, filha, irmã
Ser sua tia, nem sua parente
 
Sou só um ente vivente
Com sentidos, boca, olhos e ouvidos
Bem vividos e já não me iludo mais
 
Eu não sou mulher que fique contente
Com algum presente, com o aparente
Com quem não se faz presente
 
Sou pessoa e sou capaz de ser mais que isso
De ser sua e algo mais
Mas é feitiço que te satisfaz
 
Então mulher, mais que pessoa
Posso te dizer numa boa
Só sou mulher o suficiente
Quando faço amor com gente
 
3. AQUELE PLANO PARA ME ESQUECER
 
Aquele plano para me esquecer
(Adriana Calcanhotto)
 
Que tudo isso ainda vai passar
Se deslocar no tempo, esmaecer
Deverá desbotar, desimportar
E o seu plano para me esquecer
Esqueça
 
Que aquele amor aonde quer que esteja
Se bulir, vai ver ‘inda lateja
E se no fim, no fundo, permaneça
Aquele plano para me esquecer
Esqueça
 
4. DESCAMINHOS
 
Descaminhos
(Joanna/ Sarah Benchimol)
 
Me perdoa essa falta de tempo
Que por vezes chega a me desesperar
Esse meu desatino, nossos descaminhos
E a vontade louca de ficar
 
Me perdoa essa falta de sono
Que por vezes chega a me desanimar
Queria te encontrar nesse meu abandono
E não ter que depois desapegar
 
Te queria sem pressa, sem medo
Na loucura de um dia qualquer
Te tragar no silêncio da noite
Nos teus braços me sentir mulher
 
Mas a falta de tempo é tamanha
E essa ausência de mim te devora
Me perdoa esse jeito cigano
De partir sempre antes da hora
 
5. TRÉGUA SUSPENSA
 
Trégua suspensa
(Teresa Cristina/ Lula Queiroga)
 
Depois que você virou visita
A quem se deve tanta honra
Essa chegada sem convite algum
Abro a porta e dou de cara
Com essa cara de menino cínico
Sabendo que eu sofro do coração
 
Pode sentar
Pode montar sua defesa
Que eu já preparei o meu perdão
 
Hoje quero sua companhia
Te dar todo tipo de alegria
E adormecer no colo da sua mão
 
A vida é curta
E o amor é quase eterno
Tudo é inferno pra quem nunca quer morrer
 
E eu que já morro de saudade simplesmente
Da sua cara me pedindo pra esquecer
E olha agora aqui você
 
6. SÓ SE FOR
 
Só se for
(Simone/ Zélia Duncan)
 
Bolero só se for de amor
Com você pra me inspirar
De tanto acreditar que sim
Só me perdi, onda no mar
Louco do amor que não sabe escutar
Tonto, se perde em falar
Trago um silêncio pra te encantar
 
Dias perdidos não podem voltar
Mas tem a Dona Esperança no ar
Gosta, se encosta, me deixa entrar
 
Vem dormir nos meus sonhos
Me acordar com sorrisos
E a tristeza já quer dançar…
 
Não pergunte até quando
Esse amor nos espera
Quem me dera recomeçar!!!
 
Bolero só se for assim
Eu e você …
 
7. HAICAI
 
Haicai
(Fátima Guedes)
 
Que amor é esse que agora
Depois de tanto tempo ainda espera?
É paixão que corre por fora
Enquanto que a saudade penetra
 
Então eu choro o meu bocadinho
E escrevo uma canção feito essa
Mais um haicai pra você compreenda sem pressa
Há uma esperança lá onde a saudade começa
 
8. VIDA DE ARTISTA
 
Vida de artista
(Sueli Costa/ Abel Silva)
 
O que é uma vida de artista
No mercado comum da vida humana
Um projeto de sonho inocente
Eu talvez não te veja esta semana
 
Pescador quando tece sua rede
Jogador quando joga a sua sorte
Cada um que conhece a sua sede
É artista da vida ou da morte
 
Quero ver se a menina de seus olhos
Aprendeu os detalhes dessa dança
Quero ver se o riso em sua boca
Ainda lembra de leve uma criança
 
O que é uma vida de artista
No mercado comum da vida humana
Um projeto de sonho inocente
Não se esqueça de mim esta semana
 
9. MUTANTE
 
Mutante
(Rita Lee/ Roberto de Carvalho)
 
Juro que não vai doer se um dia eu roubar
O seu anel de brilhantes
Afinal de contas dei meu coração
E você pôs na estante
 
Como um troféu
No meio da bugiganga
Você me deixou de tanga
Ai de mim que sou romântica
 
Kiss me baby, baby kiss me
Pena que você não me kiss
Não me suicidei por um triz
Ai de mim que sou assim
 
Quando eu me sinto um pouco rejeitada
Me dá um nó na garganta
Choro até secar a alma de toda mágoa
Depois eu passo pra outra
 
Como mutante
No fundo sempre sozinho
Seguindo o meu caminho
Ai de mim que sou romântica
 
10. SÓ NOS RESTA VIVER
 
Só nos resta viver
(Angela Ro Ro)
 
Dói em mim saber
Que a solidão existe e insiste
No teu coração
Dói em mim sentir
Que a luz que guia o meu dia
Não te guia não
 
Quem dera pudesse
A dor que entristece
Fazer compreender
 
Os fracos de alma
Sem paz e sem calma
Ajudasse a ver
 
Que a vida é bela
Só nos resta viver
A vida é bela
Só nos resta viver
 
11. ACREDITAR
 
Acreditar
(Dona Ivone Lara/ Délcio Carvalho)
 
Acreditar, eu não
Recomeçar, jamais
A vida foi em frente
E você simplesmente
Não viu que ficou pra trás
 
Não sei se você me enganou
Pois quando você tropeçou
Não viu o tempo que passou
 
Não viu que ele me carregava
E a saudade lhe entregava
O aval da imensa dor
 
E eu que agora moro nos braços da paz
Ignoro o passado que hoje você me traz
E eu que agora moro nos braços da paz
Ignoro o passado que hoje você me traz
 
12. CHARME DO MUNDO
 
Charme do mundo
(Marina Lima/ Antonio Cícero)
 
Eu tenho febre, eu sei
É um fogo leve que eu peguei
Do mar, ou de amar, não sei
Deve ser da idade
 
Acho que o mundo faz charme
E que ele sabe como encantar
Por isso sou levada, e vou
Nessa magia de verdade
 
O fato é que sou sua amiga
Ele me intriga demais
 
É um mundo tão novo
Que mundo mais louco
Até mais que eu
 
É febre, amor
E eu quero mais
Tudo o que quero, sério
É todo esse mistério
 
13. OS MEDOS
 
Os medos
(Joyce/ Rodolfo Stroeter)
 
Medo de sair, medo de ficar
Medo de ir longe demais
Medo de jogar, medo de apostar
Medo de não ter medo mais
Medo de ganhar, medo de perder
Medo de querer ser feliz
E poder
 
Medo de esquecer, se comprometer
Medo de encarar e fazer
Medo de mulher, medo de avião
Medo de ter toda razão
Medo de chegar, medo de partir
Medo de querer ser feliz
E conseguir
 
Medo de negar, medo de aceitar
De sair na chuva e molhar
De não ter vintém, de não ser ninguém
Medo de se dar muito bem
Medo de vencer, medo de arrasar
Medo de ser muito feliz
E pirar
 
Medo de viver, medo de falar
De se recolher e calar
De se descobrir ou de se afirmar
Medo de se revelar, de se dar
E pirar


FICHA TÉCNICA
 
“A essa Luz Divina. A Todos. À Babi, minha princesa”
 
Idealizado por Simone
Repertório Simone e Zélia Duncan
Produzido por Bia Paes Leme e Leandro Braga
Engenheiro de gravação e mixagem: Gabriel Pinheiro
Assistentes de gravação e mixagem: João Thiré e Lucas Ariel
Engenheiro de masterização: Luiz Tornaghi
 
Fotos: Leo Aversa
Cabelo: César Neubert
Maquiagem: Rogê Lima
Projeto Gráfico: 6D
 
Direção geral: Kati Almeida Braga
Direção artística: Olívia Hime
Coordenação de produção: Marcela Maia
 
www.simone.art.br
showsimone@gmail.com (11) 3831 4543
 
(P) 2013 Biscoito Fino

 

FORMATOS
 
2013 – Biscoito Fino – CD (BF 269-2)

 

MÚSICOS
 
Arranjos, direção musical, piano e teclado: Leandro Braga
Contrabaixo: Bruno Migliari
Bateria: Christiano Galvão
Percussão: André Siqueira
Guitarra, violão e outras cordas: João Gaspar

 

APRESENTAÇÃO
 
SIMONE | É Melhor Ser
Por Hermínio Bello de Carvalho, outubro de 2013
 
“Uma pessoa é o que a sua voz é” – sentenciou Fernanda Montenegro, referindo-se a Simone.
Muito boa a ideia dessa grande cantora/intérprete colocar sua bela voz para abordar o universo de mulheres compositoras. Não importa que nem todas as composições sejam recentes. Mas o conceito de contemporaneidade é bastante relativo e até subjetivo – e bom exemplo disso é Dona Ivone Lara. Explica-se: a obra de nossa Primeira Dama do Samba, 92 anos, é atemporal e moderníssima – assim como a de Dolores Duran, que nos deixou com apenas 29 anos. Outras Dolores vieram, parece anunciar este “É melhor ser”.“Uma pessoa é o que sua voz é”. Musicado por Simone, o verso de Fernanda explica por si só essa busca incessante de Simone pela diversificação. “Não adianta, sou eclética” – me disse certa vez. Sua voz é também mapa e bússola. É de equilibrar-se na corda bamba, sem rede de proteção – como se fosse uma pandorga solta ao vento, atravessando nuvens claras ou cumulus nimbus. Assume riscos.

Sempre arriscou, desde o iniciozinho de carreira. Vamos lá atrás, quando em seu primeiro LP, de 1973, ela já rascunhava o desenho de sua carreira. Já tinha, por exemplo, Ivan Lins e Joyce no repertório. Depois, na rabeira, viriam Milton Nascimento, Chico Buarque, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Roberto e Erasmo Carlos, Sueli Costa, Abel Silva – quanta gente! E abordando, ainda naquela década, alguns então novos autores como Vital Lima, Aldir Blanc & João Bosco.

Ao contrário do que muitos pensam, só entrei em sua na vida após a gravação de seu primeiro LP, produzido por Elô Barontini e Paulo Leivas, na antiga Odeon. Moacir Machado, gerente de marketing da ex-Odeon, era amicíssimo de Milton Miranda, diretor artístico da gravadora – e “armou” essa gravação à revelia de Milton. Estripulia mais do que saudável. Não era ainda uma cantora pronta, não era. Mas seu timbre já chamava a atenção.

Nosso encontro deu-se em São Bernardo do Campo, já contei isso outras vezes. Eu tinha sido contratado para dirigir um espetáculo no circuito Paris-Colonia-Bruxelas, o Brasil Export 73. A idéia era levar o grupo folclórico “Viva a Bahia”, da Prof. Emilia Biancardi, mais a Elsa Soares e o Quinteto Violado. Nosso empresário, Walter Santos da “Aulus”, encontrou problemas de agendas na contratação. Elsa e o Quinteto já estavam comprometidos, se bem me lembro, com outros eventos na mesma data. Simone estava ali, praticamente inédita. “Vamos arriscar?” – cutuquei, sabendo que o risco era grande, enorme. E foi assim que Mone fez sua estreia internacional no mítico palco do Olympia de Paris ao lado de outro brasileiro estreante: Roberto Ribeiro, acompanhados pelo Tamba Trio de Luizinho Eça – que trio! Produzimos às pressas os LPs “Brazil Export” e “Festa Brazil” para que os patrocinadores do evento divulgassem aqueles artistas, quase anônimos. Na volta da excursão, nova proposta: excursão de 3 meses pelos Estados Unidos e Canadá. Os músicos foram outros: Tenório Junior (piano), Chiquito Braga e João de Aquino (violões), Fernando Leporace (baixo) e o baterista Paschoal Meirelles. Plateias imensas, como as do Felt Fórum, com filas serpenteando o Madison Square

“Uma pessoa é o que a sua voz é”, e Simone fez bonito nas duas excursões. Disciplinada sempre, sua voz grave e de grande beleza era seu escudo. Além do mais, extremamente bonita. E sem nunca perder um pouco da moleca que Dona Letícia e Seu Otto nunca conseguiram domar quando ainda morava com os pais em São Bernardo, ela dividindo seu violão com as quadras de basquete. Um showzinho aqui, outro acolá – Simone ia se construindo, se arriscando. Excursão consagradora pelo Brasil em 1977 ao lado de Sueli Costa pelo Projeto Pixinguinha. Teatros lotados. Capa de jornais e revistas. Enfim, uma celebridade.

Não se deixou contaminar pelo sucesso, mas continuou irredutível em busca do novo. Em 1973, o LP “Quatro paredes” foi um marco, seguido de mais outros dois produzidos por mim: “Quatro paredes” e “Gotas d’água”. Convidei Milton para coproduzir esse ultimo título. Confessem: existe gravação mais bonita do “Gota d’Água”, do Chico, com aquele vocalize do Milton? Simone orava diante de um altar metafórico daquele que era seu mito, Bituca – pois ainda não o conhecia pessoalmente. Trouxe-o meio contrabandeado pro estúdio, de surpresa. A química foi perfeita.

A celebridade costuma afastar as pessoas, e o mercado tem suas artimanhas e seduções. Cada um foi pro seu lado, mas não deixando que os laços de amizade e admiração se esgarçassem.

Prova disso é o recente DVD “Amigo é casa”, repartido com Zélia Duncan. Quando me telefonou para falar deste projeto, fiquei curioso. Um disco só de compositores mulheres? A listagem do repertório prova que a ideia idealizada por ela não era só muito boa como também resgatadora de tantas compositoras que gravavam, elas mesmas, suas obras. Estão aí Joyce, Marina Lima, Dona Ivone Lara, Rita Lee, Sueli Costa, Fátima Guedes, Zélia Duncan, Teresa Cristina, Joana e Sara Benchimol, Adriana Calcanhotto, Alzira Espindola – e a própria Simone Bittencourt de Oliveira em parceria não só com Fernanda Montenegro como também com Zélia Duncan. Outras Dolores, enfim.

O disco foi idealizado por Mone, produzido por Bia Paes Leme e Leandro Braga – e nossa
Zélia Duncan ajudou na seleção do repertório. E quando Zélia se junta a Bia Paes Leme, não há margem para erros. E ainda mais tendo o pianista/arranjador Leandro Braga ao lado, com a competência de sempre.

Abro aqui uma exceção, porque não gosto de escrever releases. Mas o disco tem que chegar aos ouvidos da crítica e do público com um mínimo de informações, por vezes um tanto biográficas, para que se contextualize a trajetória de um artista desse quilate. Da ficha técnica, se encarregará a produção do disco.

Mas ouvir novamente um trabalho de Simone em primeira mão me faz lembrar de nosso primeiro encontro em São Bernardo do Campo, eu sem saber já me enfeitiçando por essa baiana que, graças ao Senhor do Bonfim não perdeu seu sotaque. Lembro quando a conheci: fiz com que cantasse uns dois ou três sambas (um deles do repertório de Carmem Miranda) sugerindo a ela uma outra leitura, alternando andamentos, fazendo-a mergulhar na intenção dos versos, palpitando sobre mudanças de tom que favorecessem seu raro timbre de contralto – e já percebendo esse lado romântico que é sua matriz. Não imaginava que o destino nos reservava um caminho mais longo.

Feito uma centrífuga, Simone mistura tudo nesse matulão que é o “É melhor ser”. É sua forma de não fugir ao seu ecletismo (muito pano pra manga em nossas discussões). Mas ela sabe o que quer. Existe uma constante inquietação latejando em seu coração, e isso a instiga a arriscar sempre e sempre.

“Quando eu soltar a minha voz, por favor, me entendam…”, já advertia e suplicava Gonzaguinha. E se “uma pessoa é o que a sua voz é”, como escreveu Fernanda Montenegro, não há o que contestar.

 

SIMONE | É Melhor Ser
Por Simone, outubro de 2013
 
A música está presente em tudo. O vento é música. A natureza é música. A chuva é música. Pra você cantar uma música você tem que se desnudar completamente, se abrir para a música e descobrir a música.
Quando eu faço um trabalho, ele retrata exatamente o meu momento. É aquilo ali. Em geral, o que eu canto, é o que eu estou vivento, ou o que eu vivi ou o que ue gostaria de viver. Não sai desse tripé.Ele é um disco de compositoras, mulheres. Eu homenageio as compositoras mulheres e as músicas que bateram bastante em mim. É um agradecimento a elas.

E tinha horas em que eu falava: “ai que dó de não cantar essa música! eu queria tanto cantar essa música!”

Uma das escolhas mais difíceis acho que foi a da Rita (Lee). Eu adoro o trabalho da Rita, e teve uma hora em que eu fiquei “num mato sem cachorro”, eu não sabia o que cantar da Rita!

É difícil você desnudar uma canção que é muito conhecida e, o Leandro (Braga), nossa, ele fez um arranjo deslumbrante. Ele passeou na música. Muito lindo.

A gente tem uma coisa legal nesse disco, é que você não sabe qual é a música que vem, entendeu? Mesmo que a música seja muito conhecida, você não sabe que é ela, só sabe a partir do momento em que a letra começa.

E foi um trabalho minucioso, delicado. Ele é um bloco musical. Você não tem uma música que não tem nada a ver com a outra. Os arranjos, eles se entrelaçam, eles se falam. Existe uma sonoridade única nesse disco, ele vem acolchoado com a música desses grandes músicos, a maestria do Leandro e da Bia (Paes Leme).

O amor está dentro do disco inteiro. O olhar feminino está presente em todo o trabalho. Ele é cheio de curvas, como o corpo humano, como o corpo da mulher.

Aí, quando você ama, muito, você sofre muito! O amor não acaba assim, “puft”. Não! É como garrafa PET, tá lá, tem um pedaço ali que fica “ad aeternum”, ela não some nunca.
Ele te tras alegrias no mesmo volume ou intensidade em que você sofre, e a vida da gente é feita disso, dessas partes. O que é bom, você guarda pra sempre e o que é ruim você tenta esquecer, … mas a garrafa PET tá lá.

É melhor ter 40 anos de carreira.
É melhor cantar.
É melhor estar viva.
É melhor começar.
É melhor amar.
Tudo isso é ser!
É melhor ser!
Não é “é melhor ser eu”, não!
É melhor ser!
É grande! Ele abraça.

 


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