SIMONE NA FRANÇA

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O CANTO DA CIGARRA EM PARIS

Pelo-Mundo-França

O material a seguir é relacionado a dois momentos de Simone na França: Em 1973: quando estréia no Olympia de Paris, ao lado de outros artistas que compunham o show PANORAMA BRASILEIRO (Tamba Trio, Roberto Ribeiro, João de Aquino e Grupo Folclórico Odoiá) – e em 1998: quando participa do show CORAÇÃO BRASILEIRO (com vários artistas), gravado em Paris e exibido pela Rede Globo, por ocasião da Copa do Mundo daquele ano.
 

 


‘O primeiro teatro que eu pisei, o primeiro teatro que eu cantei foi no Olympia’.

Simone (Programa ‘Cara a cara’, Band, 1992) 

‘Eu praticamente estreei na minha profissão por onde muitos terminam: Olympia de Paris. Tive direito inclusive a uma boa crítica entre alguns artistas que faziam parte do ‘Panorama Brasileiro’ …’
Simone (Manchete, 1985) 

‘Para mim, no Olympia, Opinião ou João Caetano, a apresentação seria a mesma. E o nervosismo também. Eu não conseguia sequer comandar minhas pernas. Mas na hora foi muito bacana, desceu um ‘negócio’ em mim’.
Simone (O Globo, 12.04.1976) 

‘Sucesso extra-força-total de Simone em Paris antes de partir para Bruxelas onde atua na ‘Brasil Export’. O Olympia quase veio abaixo com a voz da baiana cantora …’
(Folha de S.Paulo, 09.11.1973)

 

Simone no Olympia - Panorama Brasileiro 1973
Simone no Olympia, Paris, show PANORAMA BRASILEIRO, 1973
Foto: Jean Pierre Leloir

 


FOTOS

Simone nas ruas de Paris durante a turnê PANORAMA BRASILEIRO. 
No show apresentado dia 29 de outubro de 1973, no Olympia – o primeiro teatro em que Simone cantou, considerado por ela como o local de sua estréia nos palcos – o momento foi registrado pelo fotógrafo francês Jean Pierre Leloir.

Veja mais fotos sobre a turnê PANORAMA BRASILEIRO

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VÍDEOS

1998 | SHOW ‘CORAÇÃO BRASILEIRO – BRASIL 500’ (Vários Artistas)
Gravado no Estádio Parc des Princes, Paris, França – em 01.07.1998
Exibido pela Rede Globo em 02.07.1998
Participação dos dançarinos Carlinhos de Jesus e Sheila

Madalena do Jucu (Martinho da Vila / Associação dos Congadeiros do Espírito Santo)
Trenzinho do Caipira (Heitor Villa-Lobos) instrumental
Aquarela do Brasil (Ary Barroso)
Brasil (Cazuza/G. Israel/N. Romero)


 


IMPRENSA

1973 | Show Panorama Brasileiro
 

 

1998 | Show Coração Brasileiro
(gravado em Paris e exibido pela Rede Globo)

1998 07 06 FSP

Show na França virou um grande Som Brasil
 
Telmo Martinho, Folha de S.Paulo, 06.07.1998

“A Copa do Mundo é nossa…” cantam os brasileiros há tanto tempo que, pelo jeito, essa repetição ganhou um gostinho de verdade. Afinal, foi o brasileiro João Havelange que conseguiu dar à Copa do Mundo uma exuberância que as Olimpíadas não têm. Pelé, o rei brasileiro, passou a ser o atleta do século. E o Brasil, até agora, é o único tetracampeão.
Como a Copa do Mundo é mesmo nossa, nada mais natural que a Globo se sinta com o direito de chamar o Raí e, com o apoio do Paris Saint-Germain, organize um grande show no estádio Parc des Princes que, uma vez transformado em programa de TV, virou uma versão gigantesca de um “Som Brasil” comemorativo dos 500 anos de nossa descoberta.
Aquele povaréu naquele estádio será feito de estrangeiros fanáticos pela nossa música ou de brasileirinhos? Tudo começa com o mais francês de todos os brasileiros, o Santôs-Dumont. Porque, logo depois, é a Daniela Mercury e o rei Pelé entrando de sola. Ele aos berros de que o “Penta é nosso”. “Qu’est-ce qui’il a dit?”, devem ter perguntado. “Connard!” devem ter exclamado.
Os cantores brasileiros estavam também com um outro “roi” na barriga. Num excesso de baianice, a Ivete Sangalo entrou antes da Mercury sair. Cantou a sua música, voltou-se para o público e incitou “tout le monde”. O “le monde” se mostrou silencioso.
O menino Vinicius de Oliveira, de “Central do Brasil”, mostrou que guarda a naturalidade de sua simpatia. Depois dele, entraram dois meninos da rodoviária Novo Rio. Isto é, a Sandy e o Júnior. Os dois com roupinhas “trés sexy”, muito adequadas para uma imaginária “gay Paree”. Nada mais seria impossível.
A cantora Simone de cabelo curto, adequado para quem chegou a uma certa idade, estava “bien“. Disse até “merci“. Para lembrar que as glórias brasileiras não se limitam ao futebol, homenagearam Senna. Mas o Skank cantou e voltou-se ao “banal” (sotaque français, s’il vous plaît).
O Alexandre Pires entrou para abafar. Muito estrela. O Só pra Contrariar agora é só o que Bando da Lua foi para a Carmen Miranda. Primeiro Paris, depois o mundo? “Pourquoi pas?”
Gilberto Gil apareceu com uma roupinha que só pode ter sido comprada na última “Casa Cor”. “Aquele abraço” para muitos. E da França, só o Pare? Nada disso… Michel Legrand apareceu cantando com Ivan Lins músicas dos bons tempos.
Emoção sertaneja no final. Os amigos abraçados no palco. “Obrigado, Brasil. Obrigado, Paris”. A Marluce gostou e chorou? Ou só chorou?

 


LOCAL & DATA

Olympia | Paris, França

Estréia de Simone nos palcos – show PANORAMA BRASILEIRO, em 29 de outubro de 1973, ao lado do Tamba Trio, Roberto Ribeiro, João de Aquino e Grupo Folclórico Odoiá.
Fotos: Fernando Luvizaro/ CAFé SIMONE (2009)

 

CURIOSIDADES & HISTÓRIAS

“E lá fui eu. Primeiro para Paris. Lembro que tinha um casaco que a minha mãe fez para mim, de tricô, e o apelido do casaco era ‘boa morte’. Porque ele não esquentava! E era um frio, mas um frio! Nos hospedamos num hotelzinho e na manhã seguinte acordamos com uma mulher batendo na porta, falando uma língua que não entendia, apesar de achar linda. O hotel tinha uma porta giratória e estava um dia lindo. Quando eu saí e senti o que era o frio, não entendi aquilo! E aí, até a gente ir para a Itália, que demorou um tempo, quando pude finalmente comprar outro casaco, eu senti muito frio’.

“Olhe como comecei: no Olympia, acompanhada por Tamba Trio, formado por Luiz Eça, Bebeto e Hélcio, mais o Roberto (Ribeiro), o João de Aquino e um grupo folclórico da Bahia (Odoiá). Esse grupo dançava e às vezes a gente cantava junto. Lembro que o show começava com a música ‘De uma noite de festa’, que eu cantava com o Roberto … Quando eu soube que o nome dele (Roberto) verdadeiro era Demerval … encarnei muito nele! Mas ele me tratava como um irmão mais velho. Eu queria sair à noite em Paris junto com o grupo, mas ele não deixava, tinha o maior cuidado comigo. Foi uma pessoa muito legal’.
(Texto extraído da caixa ‘O canto da Cigarra nos anos 70’ – EMI, 2009)


SIMONE EM FRANCÊS

Durante a temporada de Simone pela Europa e América do Norte (1973/1974), ela compôs algumas músicas, dentre elas uma em francês, apresentada de forma descontraída ao ser entrevistada por Aramis Milarch para um programa de rádio em 1976, disponibilizada no Acervo Tablóide Digital.
 
Ouça a música: