SHOW DELÍRIOS, DELÍCIAS (1983)

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show DELÍRIOS,DELÍCIAS

Com Simone
Estréia: 25 de novembro De 1983
Local: Ginásio Do Ibirapuera, São Paulo SP

 

APRESENTAÇÃO | A classe média média sabe que, apesar dos pesares,a vida vale a pena. Há compensação para tudo – e, desde o penúltimo fim de semana até o próximo , em São Paulo, os flagelados da crise urbana têm chance de esquecer seus pesadelos, ao menos por duas horas excitantes, ao embalo de Simone.
A pretexto de gravar um especial para a TV Globo, que vai ao ar neste fim de ano, a cantora inaugurou uma temporada vitoriosa. Vem chamando, em média, 10 mil pessoas para cada apresentação. Afinou-se com a orquestra do maestro Chiquinho de Morais, novamente deixou-se dirigir por Flávio Rangel e, esperta, selecionou os hits mais garantidos de seu repertório. A platéia – um misto de representantes de todos os bairros paulistanos, até dos que estão desafinados com o circuito dos Jardins – reage apaixonada, com palmas, gritos e sussurros. E, se ainda havia alguma dúvida, Simone comprova ser ídolo.
Qualquer semelhança com Roberto Carlos não é mera coincidência. A estrela desfia o melhor da linha romântico-assanhada. Simone também anda radicalizando em tiques parecidos com os do Rei, como palavras melosas e uma dramaticidade simplória, apertando os olhos de emoção previsível durante as baladas.
Mas a semelhança com Roberto termina quando começa a parte mais malandrinha do show. Lembrando os melhores momentos de Gretchen (para quem não conhece, a rainha do erotismo explícito da ala brega da MPB). Simone ilustra “Paixão”, sucesso de Kleiton e Kledir, com uma surpreendente simulação de masturbação. Lindamente deitada sobre uma porção de almofadas sobre uma porção de almofadas cor-de-rosa gravadas com o nome dela, Simone desliza a mão pelo próprio corpo até fazê-la chegar onde se pode imaginar. O público, liberado em seu atrevimento, não resiste e viaja com ela, devolvendo gritos e gemidos em coro. E Simone arremata com “Depois das dez” cavalgando numa almofada, que depois é lançada para a platéia – certamente, um prêmio por tanta fidelidade desde que ela disparou no mercado fonográfico, há cinco anos.
Seria cômico, se não fosse cafona. E, dado o potencial de Simone, poderia ser nem uma coisa nem outra – mas apenas um bom show de uma grande artista, como há muito não se vê. No entanto, em contrapartida aos belos arranjos e ao clima sempre envolvente das canções, até os cenários são de um gosto constrangedor, com painéis que chegam a exibir um insólito mosaico de flores. Se a gente fecha os olhos, porém, percebe uma cantora que mostra o melhor de si em doses generosas – embora esteja procurando perigo quando tenta jazzificar-se em “Caçador de Mim”. Sem dúvida, o disco (DELÍRIOS, DELÍCIAS) supera o espetáculo – mas a verdade é que os fãs de Simone já não querem reconhecer apenas seu talento. Querem também a provocação, sem sutilezas.
[Rosângela Petta, Isto É, 07.12.1983]


DELÍRIOS, DELÍCIAS NA TELEVISÃO
 
Especial de fim de ano com Simone, exibido na faixa de programação Sexta Super, gravado a partir do show da cantora realizado pela Divisão de Eventos Especiais da Rede Globo no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. As gravações foram realizadas durante três dias de show, com um público de cerca de 15 mil pessoas por noite. No repertório, estavam músicas como o samba-enredo “O amanhã”, de autoria de João Sérgio, que abria o espetáculo, e “Petúnia Resedá”, de Gonzaguinha. Simone homenageou grandes nomes da MPB, entre eles Elis Regina, Adoniran Barbosa, Clara Nunes, Vinicius de Moraes, Dolores Duran e Ary Barroso, que surgiam no cenário projetados em estrelas ao som de Canção da América, de Milton Nascimento e Fernando Brant. Outras três músicas da dupla de compositores faziam parte do show – “Encontros e despedidas”, “Maria, Maria” e “Vevecos, panelas e canelas”. A cantora ainda interpretou sucessos de sua carreira, como “Alma” e “Tô que tô”, entre outras.
Os seis cenários do show, criados por Mário Monteiro e Alfredo Árias, eram simples, assim como o figurino utilizado por Simone – calça e top brancos. O primeiro cenário recriava uma quadra de basquete imaginária com luzes de néon, marcando a fase em que Simone foi jogadora. Bandeiras formadas por grandes lantejoulas verdes, amarelas, azuis e brancas também faziam parte da abertura do espetáculo.
DELÍRIOS, DELÍCIAS teve direção de Paulo Araújo, direção geral de Maurício Tavares, supervisão geral de Aloysio Legey e direção de show de Flávio Rangel. O especial foi exibido pela Rede Globo dia 30.12.1983 – 21h20.
[Boletim de Programação da Rede Globo no 572, “Os especiais de fim de ano”, 04.12.1983]
 


IMPRENSA

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A louvável preocupação profissional de Simone (e do diretor Flávio Rangel) de apresentar um show para o público e não apenas para as câmeras de televisão (as gravações de algumas cenas para o especial da Globo não atrapalharam nada) fez com que as pessoas que lotaram o Ginásio do Ibirapuera no final da semana passada pudessem ver um bonito e bem montado espetáculo. Tudo corre bem e até o tempo, calculado em uma hora e 20 minutos aproximadamente, ajudou a enxugar o show, nem longo, como é comum acontecer em apresentações para enormes platéias, nem curto, como aqueles outros que deixam o espectador pagante com a sensação de que foi ludibriado. “DELÍRIOS, DELÍCIAS”, que volta hoje ao Ginásio do Ibirapuera, às 21 horas, é um espetáculo que deve ser visto.
Sim , há alguns senões. Um deles é um cochilo de Flávio Rangel, sempre tão meticuloso e competente. Para ilustrar a canção “Alma” (na riqueza do show, cada música tem um cenário diferente) ele fez aparecer no fundo do palco a fotografia do rosto de uma moça (seria a própria Simone?) e é a este retrato que a cantora se dirige quando entoa “a minha alma tem o corpo moreno”. Enfim conseguiu-se fotografar a alma! E uma revelação curiosa: ela não é morena, como diz a música de Sueli Costa: é azul, como mostra o cenário.
Um outro escorregão é dado por Simone, geralmente uma cantora primorosa. Na interpretação de “Caçador de Mim”, de Magrão e Sá, fica provado mais uma vez que só Milton Nascimento entendeu bem esta magnífica canção, com todo o seu tom intimista. Simone, ao contrário, enfeita demais e o resultado não é bom. No mais, tudo bem com Simone. Tanto quanto canta, como quando encanta. E como encanta! Sensualíssima, anda de um lado para outro, dominando todos os espaços. Não bastasse , deita-se em uma cama redonda coberta por almofadas! A platéia delira, Simone tem, realmente, muito pique de palco.
Alguns de seus grande (e recentes) sucessos estão no show. Mas não são apenas eles que levantam os aplausos . Também agradam as canções de seu novo LP, por sinal um bom e bem cuidado disco. Um exemplo de um destes bons momentos do show é “Contigo Aprendi”, bolero de Armando Manzanero. E há também aqui e ali, canções que Simone nunca cantara antes em público. Nelas, uma boa notícia: Simone está sensacional cantando o iê-iê-iê de Lulu Santos “Adivinha o quê”. É com esta música aliás que a cantora vai para a cama redonda. Não é, portanto, apenas a Simone sensual e romântica que está no show , é também a Simone brincalhona já registrada tão bem em “Tô Que Tô”, de Kleiton e Kledir.
[Dirceu Soares, Folha de S. Paulo, 02.12.1983]
 
A cantora Simone declarou ontem que não permitirá que a gravação de um programa de televisão atrapalhe espectadores de sue show, observando que “isso seria um desrespeito ao público que, inclusive, está pagando seu ingresso”. E explicou que a TV Globo gravará apenas algumas músicas do show “DELÍRIOS, DELÍCIAS”, neste fim-de-semana, no Ginásio do Ibirapuera, porque precisa de imagens da cantora com o público. As outras músicas serão gravadas isoladamente, na segunda-feira, no mesmo palco, mas sem a presença da platéia.

Será, portanto, um show de carreira normal. Depois das apresentações de hoje e amanhã, às 21 horas, e domingo, às 20 horas, o espetáculo continuará no Ginásio do Ibirapuera por mais duas semanas (…)

O show tem direção de Flávio Rangel, cronista da “Folha”, com quem Simone trabalha há vários anos. “Temos muita afinidade e trocamos idéias antes de decidir o que colocar em cada espetáculo” – disse ela. No repertório, cerca de metade das canções foram escolhidas entre as faixas de seu novo LP, lançado há um mês pela CBS. Entre as outras, estarão alguns de seus sucessos anteriores e músicas que ela nunca gravou, como o samba de Silas de Oliveira, “Meu drama”.

No show do Ibirapuera, ela estará acompanhada por 25 músicos e um coral de três vozes, regidos pelo maestro Chiquinho de Moraes.
[Folha de S. Paulo, 25.11.1983]

Oportunista – no bom e no mau sentido – e apelativo. Assim pode ser definido o show da cantora Simone DELÍRIOS, DELÍCIAS, que, com casa cheia, estreou na última sexta-feira no Ginásio do Ibirapuera e ficará por mais dois fins de semana. No espetáculo, a artista reprisa músicas que recentemente fizeram sucesso na voz de outros intérpretes, sem nada acrescentar de original, mostra canções conhecidas de seus discos e, entre outras passagens, literalmente deita e rola sobre almofadas de cetim cor-de-rosa, quando canta “Paixão” (…)
Como Simone disse em entrevista na semana passada – “as letras das músicas do show (como a maioria dos seus últimos trabalhos em palco) revelam um pouco de minha vida, meu lado mulher, meu lado moleque, meu lado sensual e meu lado amoroso” – este espetáculo também foi assim. Em “Petúnia resedá” ela dá enfase à frase “a gente vai levando quer se queira/ goste ou não”, numa clara resposta à crítica, que não tem feito elogios à cantora.

Simone encerra o primeiro bloco revivendo “Jura secreta” (Sueli Costa/ Abel Silva), um de seus primeiros sucessos. Gritos, uivos e assovios durante toda a interpretação acabaram prejudicando a concentração da cantora e desviando a atenção do belo cenário, composto por um painel imitando um vitral gigante.

O bloco seguinte, com “Vevecos, panelas e canelas” (Milton Nascimento/ Fernando Brant) e “Bicicleta” (Toquinho/ Mutinho) foi bastante curto. mas o suficiente para revelar o “lado moleque” de Simone que, com o excelente apoio do maestro Chiquinho de Moraes, dirigindo uma mini-orquestra e um coral de quatro vozes, manteve-se no palco com boa desenvoltura.

“Contigo aprendi” (Armando Manzanero), “Meu drama” (Silas de Oliveira) e “Adivinha o que” (Lulu Santos) – esta última guardada como a novidade da noite – serviram para demonstrar que é preciso ter muito mais cuidado do que já se tem com o som do Ibirapuera. A maior parte do público ficou sem desfrutar do clima que essas músicas transmitem simplesmente porque não escutavam direito nem as nuanças da interpretação nem a riqueza dos arranjos.

Nas três canções do final – “Tô que tô” (Kleiton/ Kledir), “Coisa feita” (João Bosco/ Aldir Blanc) e, novamente, “O amanhã” (João Sérgio) – a empolgação de Simone chegou ao máximo. Deixando-se levar por uma platéia que jogou no palco blusas, calcinhas, lenços, capas de discos, maços de cigarro, sutiãs, flores e outros objetos não identificados, a cantora não de importou com a afinação e no samba de João Sérgio várias vezes cruzou o ritmo.
[Antonio Mafra, O Globo, 29.11.1983]
 

Languidamente deitada sobre almofadas cor-de-rosa gravadas com seu próprio nome, ela acaricia o corpo sem pudores, sob um coro de gemidos e gritos do público extasiado, enquanto canta “Paixão”.

Esta cena, uma declarada simulação de masturbação, é um dos momentos mais ousados de Simone, em seu show DELÍRIOS, DELÍCIAS, apresentado em curta temporada paulista no Ginásio do Ibirapuera e que chegará – via Embratel – a milhares de telespectadores na forma de especial que a Globo transmite no próximo dia 30.

No espetáculo, Simone – literalmente – deita e rola, provocante, explorando além da voz grave que desfia seus melhores hits, o próprio corpo (…)

Seu rosto bonito e suado transmite paz e felicidade. Depois de duas horas de atuação ela tem a expressão calma e satisfeita de quem acabou de fazer amor.

Okky de Souza (crítico musical da revista Veja): “A Simone sempre teve essa coisa de querer ser sensual no palco. Esse show é uma decorrência natural disso. Só podia acabar apelativa mesmo. Em todo caso eu acho que na MPB qualquer recurso cênico é bem-vindo. A maioria dos shows que se vê por aí, é o cantor e o violão, verdadeiros recitais. Acho um recurso ótimo, válido como qualquer outro. Assim como a Elba Ramalho, Simone tem o talento de fazer com que o público fique de olho grudado no palco”.

Erasmo Carlos (cantor e compositor): “Eu quero é mais. Inclusive Tina Turner já faz isto há muito tempo. Ela acaricia e simula uma transa amorosa com o microfone. A Simone é belíssima e o que ela fizer neste sentido, aos meus olhos, só posso agradecer”.

Gretchen (cantora): “Acho a Simone maravilhosa. Não vi ainda o show mas se ela simula uma masturbação ou coisa parecida, o faz porque é arte (…) Podem falar o que quiserem, mas tanto o meu rebolado como o erotismo de Simone são arte”.

Bernard (jogador de vôlei): A Simone é uma estrela e este seu comportamento é mais uma mutação do símbolo sexy em que ela se transformou, ou melhor, em que a transformaram. Não tenho nada contra, muito pelo contrário, eu acho ótimo”.

Zózimo Barroso do Amaral (colunista social): “Sou fã da Simone e tudo que ela faz é sempre muito bem feito”.
[Contigo, 17.12.1983]
 


FIGURINO
Criação: Chico Spinosa
 

 


 

ROTEIRO
[Baseado no Programa do Show e em matérias publicadas.]


1. O amanhã
(João Sérgio)
2. Petúnia resedá
(Gonzaguinha)
3. Canção da América
(Milton Nascimento/Fernando Brant)
4. Caçador de mim
(Sérgio Magrão/Luiz Carlos Sá)
5. Maria, Maria
(Milton Nascimento/Fernando Brant)
6. Jura secreta
(Sueli Costa/Abel Silva)
7. Alma
(Sueli Costa/Abel Silva)
8. Coisa feita
(João Bosco/Aldir Blanc/Paulo Emílio)
9. Vevecos, panelas e canelas
(Milton Nascimento/Fernando Brant)
10. A bicicleta
(Toquinho/Mutinho)
11. Contigo aprendi
(Armando Manzanero)
12. Meu drama
(Silas de Oliveira)
13. Adivinha o quê
(Lulu Santos)
14. Paixão
(Kledyr Ramil)
15. Depois das dez
(Tunai/Sérgio Natureza)
16. Tô que tô
(Kleiton e Kledir)
17. O amanhã
(João Sérgio)


MÚSICOS

Banda Amorosa
Yamaha: Cristovão da Silva Bastos Filho
Fender Rhodes: Milciades Bragança Teixeira
Sintetizadores: Julio Cesar da Silva Teixeira
Guitarra: Natan Marques
Baixo: Jorge Luiz de Carvalho
Bateira: Mario Antonio Monteiro (Picolé)
Percussão: Paulo Humberto Pizzialli (Peninha)
Percussão: Francisco José T. de Souza (Chico Batera)
Ritmo: Altamiro Coelho Rosa
Ritmo: Edson França Guimarães
Vocal: Luiz Bastos Pasquoto, Fátima Mendonça Couto, José Clóvis Trindade, Paulo Campos
 
Orquestra
Percussão Clássica: Elizabeth del Grande
Trompete: Mauro Miola
Trompete:Sebastião J. Gilberto
Trompete: Geraldo Aurieni
Trompete: Dorival Aurieni
Trombone: Severino Gomes da Silva
Trombone: Arlindo Bonadio
Trombone: Firmo Molitor
Sax/Clarinete: Eduardo Pecci
Sax/Soprano: Isidoro Longano
Sax/Flauta: Carlos Alberto A.Pereira
Sax/Clarinete: Nailor Aparecido Azevedo
Sax/Flauta: Renato Augusto Menconi
Arregimentador: Cliceu Romagnoli (Pirituba)
Arranjos e Regência: Chiquinho de Moraes

 
FICHA TÉCNICA

Direção: Flávio Rangel
Roteiro Musical: Simone e Flávio Rangel
Iluminação para TV: Peter Gasper
Iluminação do Show ao Vivo: Peter Gasper e Flávio Rangel
Figurino: Chico Spinosa
Som: Antonio Faya
Cenário: Mario Monteiro
Assessoria de Imprensa: Alfredo Arias (Rede Globo)
Segurança: Fonseca´s Gang
Diretor do Show ao Vivo: Flavio Rangel
Direção para TV: Maurício Tavares e Paulo Araujo
Supervisão Geral: Aloysio Legey
CIGARRA PRODUÇÕES
Maquilagem de Simone: Guilherme Pereira
Cabelos: Ruddy
Administração: Bell Marcondes
Manager: Toninho Moraes
 
PRODUÇÃO
Contra regra musical
Roberto Evangelista, Francisco Evandir
Assistentes de Produção
Marcelo Legey, Julio Pimenta, Analygia Schil
Edição (VT)
Paulo Fraga
Coordenação Musical
José Roberto
Cordenação de Produção
Cícero Araújo
Produção Musical
Roberto Nascimento
Gerente de Produção
Marcelo Rosa
Gerente de Operações
Pedro Paulo Couto
Direção de Produção
Ítalo Granato
Direção de TV
Alexandre Brás
Direção
Paulo Araújo
Direção de Operações
Ricardo Leitão
Direção Geral
Maurício Tavares, SOCRAM, Marcos Lázaro, José Lázaro



DISCO 

DELÍRIOS, DELÍCIAS
[CBS, 1983]


 


PROGRAMA DO SHOW 
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FOTOS 
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LUGARES

A estréia do show “Delírios, Delícias” foi no Ginásio do Ibirapuera em São Paulo
[Fotos: Internet]


 

Divulgação do show “Delírios, Delícias” no Ginásio do Ibirapuera

 

 

Ingresso para o show “Delírios, Delícias” no Ginásio do Ibirapuera

 


SIMONE FALA SOBRE O SHOW
 
“Todos os meus shows seguem uma linha condutora, onde as canções são ligadas umas às outras não pelos ritmos, mas pelo conteúdo das letras. Quem prestar atenção poderá ver que, na verdade, estou contando uma história durante o espetáculo. Quase sempre é a história de minha própria vida, quando me vejo criança, mocinha, sensual, adulta e narro meus amores e desamores”.
[Folha de S. Paulo, 25.11.1983]


VÍDEOS

Especial “Delírios, Delícias”
 

[Rede Globo, 30/12/1983]
Outros momentos de “Delírios, Delícias”