SHOW SIMONE & ZÉLIA DUNCAN (2017)

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show SIMONE & ZÉLIA DUNCAN

Com Simone e Zélia Duncan
Estréia: 04 de outubro de 2017
Local: Casino Estoril, Estoril, Portugal

 

APRESENTAÇÃO | Simone & Zélia Duncan – O reencontro nos palcos portugueses
As memórias, os caminho trilhados por uma e por outra, o que ainda não veio, as convergências e as distinções, tudo aqui, neste espetáculo único que Simone e Zélia, trazem de volta aos palcos nacionais em Outubro. 

O ponto mais relevante deste trabalho conjunto é, justamente, o repertório e a alegria em realizá-lo. É um show pensado para a dupla. As cantoras abrem vozes, dividem as canções, estão juntas no palco boa parte do espetáculo. São duas solistas por excelência, que têm imenso prazer em cantar juntas.

A amizade que Simone e Zélia nos apresentam em palco e fora dele, coaduna os preceitos de Platão, de Hermínio Bello de Carvalho, de Milton Nascimento (amigo é coisa pra se guardar…)…despem-se das várias diferenças estético-artísticas que há entre elas e apresentam um canto coeso, honesto e potencializador das semelhanças: as vozes cálidas e a liberdade de passear por vários gêneros e estilos musicais, sem se ater a classificações ou amarras ao longo de suas respectivas carreiras, nos faz questionar por que esta casa não foi gerada antes. A amizade tem mesmo uma cronologia peculiar.

Através da auto-reflexão, Simone e Zélia vão desnudando os meandros de uma afinidade artística que ganha ecos na simbiose das vozes, que harmonizam em uníssono. As diferenças, muitas, saltam e ressaltam justamente as similitudes.

[VIBES & BEATS, Portugal, julho de 2017]

Show SIMONE & ZÉLIA DUNCAN apresentado na Casa da Música, no Porto, dia 06.10.2017
Foto: Bruno Ferreira

IMPRENSA

ZÉLIA DUNCAN E SIMONE LEVARAM A CASA DA MÚSICA AO DELÍRIO
JÁ SE OUVIA “ALGUÉM CANTANDO LONGE” NA SALA SUGGIA DA CASA DA MÚSICA, NADA MAIS NADA MENOS QUE DUAS DAS GRANDES VOZES DO PANORAMA MUSICAL BRASILEIRO – ZÉLIA DUNCAN E SIMONE.

Um espetáculo que se debruçou sobre a amizade onde se recordaram algumas das canções do álbum Amigo é Casa, repescando alguns temas do trabalho a solo de cada uma das artistas.

Numa cumplicidade onde o tom se enroscava com o sorriso estampado no rosto característico destas duas almas com uma musicalidade sobrenatural. Presenciava-se duas gerações que passados oito anos voltaram-se a encontrar em palco para presentear o público com os temas mais icónicos.

Numa visão luminosa o início do concerto fez-se pronunciar através de “Alguém Cantando” e “A Palo Seco” seguindo-se dos agradecimentos iniciados por Zélia Duncan – “Obrigada, muito boa noite. Felizes demais de podermos mais uma vez cantar juntas aqui em Portugal, e nessa terra de céu aberto, azul como a gente viu hoje, uma terra harmoniosa, com uma sensação boa de andar aqui, de estar aqui nesse lugar, onde a gente sua e a música soa.” – Enquanto Simone referia-se à sala do espetáculo como um “templo”, Zélia continuava “Então a ideia é que a gente se emocione juntos, cantem se tiverem vontade, se não tiverem a amizade continua, estamos aqui para isso.”

A baiana e carioca mostraram uma afinidade que só elas conseguem transmitir em temas como “Idade do Céu”, “Mar e Lua”, “Gatas Extraordinárias” e o “Tempo Não Para”.

“Amigo é Casa” foi a canção que deu todo o mote para o encontro entre estas duas cantoras, traçado por ser um choro belíssimo de Capiba com a letra do poeta Hermínio Bello de Carvalho que retrata como as amizades verdadeiras deveriam de ser construídas, o “primeiro tijolinho da primeira construção”. Simone começou por contar uma pequena história – “Uma vez ela chegou na minha casa, a gente já se conhecia assim, só de palco, e ela chegou em casa, foi levar uma música do Hermínio e do Martinho da Vila do disco que ela estava produzindo, junto com Bia Paes Leme e levou uma música chamada “Ouro, Mirra e Incenso”, que é bem sugestiva, né. E esse dia em diante a gente nunca mais se largou.”

Quando se transformaram em parceiras musicais decidiram gerar a primeira composição através de um Bolero, que segundo Simone – “O Bolero tem que ser de amor, se não for de amor fica meio capenga, fica meio estranho.” – seguindo-se da melodia “O Tom de Amor”.

Apelos em prol do seu país, de um Brasil que deveria de carregar uma estabilidade lógica para a sociedade foram tecidos por Zélia Duncan – “Que bom cantar coisas de amor, nesse momento faz muita diferença para a gente lá no Brasil. O Brasil vive um momento sombrio, estranho, difícil, onde a ignorância está saindo do armário muito orgulhosa de si mesma, cheia de violência, agressão e repressão. Mas como diz uma poeta brasileira chamada Hilda Hilst “Ainda que se feche a janela meu pai, é certo que amanhece!”

Simone acompanhava os refrões de “Vida da Minha Vida” e “Estação Derradeira” e numa sincronização profunda fizeram a transição entre duas “Almas”, deixando espaço para “Diga lá, Coração”, “Candeeiro” e “Canteiros”. É com “Iolanda” que Simone resgata a presença de Zélia para o palco, continuando com o alinhamento do espetáculo entre “O Ralador” e “Embarcação”.

Acompanhadas pelos músicos – Léo Brandão (teclado e acordeão), Cristiano Galvão (bateria), José Leal (percussão), Webster Santos (bandolim, guitarra e violão) e Ézio Filho (contrabaixo e direção musical) – deixavam o palco agarradas e com samba no pé ao som de um dos temas de Gonzaguinha – “É”.

O público inquieto, aplaudindo de pé as duas divãs deixavam antever um encore que ficou registado através do tema “Tô Voltando”.

Espera-se o regresso de Zélia Duncan e Simone, quem sabe em outros palcos e até mesmo a solo para encantar uma nova plateia com as suas melodias de outrora, de hoje e de um futuro que se avizinha com um esplendor de felicidade.
[Camila Câmara, IMAGEM DO SOM, Porto, 07.10.2017]
 
Simone & Zélia Duncan: o que o passar dos anos fez desencontrar, a Casa da Música uniu

Noite de outubro a lembrar uma noite de verão e, não sendo britânicas, a pontualidade assim o foi, Simone e Zélia Duncan trouxeram até à cidade do Porto, na passada sexta feira (6), uma enorme festa.

As duas amigas desde o início quiseram deixar claro que nas próximas horas se iria celebrar o amor e a amizade. Sem rodeios, Zelia esclareceu os mais confusos “a ideia é que a gente se emocione juntos”.

“Alguém Cantando” abriu a noite e, para quem se estava a deixar embalar, depressa foi obrigado a despertar com o ritmo de “A Palo Seco”. A forte cumplicidade das duas amigas enchia a atmosfera daquela sala com uma energia incrível, fazendo com que cada pessoa, embora sentada a assistir, tivesse que controlar por absoluto o corpo para que este não se deixasse levar pelo o ritmo contagiante das duas cantoras.

Felizes por regressar a Portugal “A terra de céu aberto. Terra onde a gente sua e a música soa”, acarinharam logo no início da noite a plateia com “A idade do Céu”.

A noite tornou-se nostálgica ao tocar “Amigo é Casa”, tema que deu mote para que as duas amigas se juntassem em palco, há nove anos atrás e, se as vozes de ambas eram bastante fortes, a amizade entre as duas, vista pelo público, conseguia ser mais forte ainda. Seguiu-se “Só se for”.

Naquela noite fizeram-se ainda ouvir temas como “Retrato de Vida”, “Vida da Minha Vida” ou “Tô” que, interpretados à vez por cada uma, fizeram com que o tempo voasse. Esquecido na mala não ficou o brasil africano, isto porque ao tocar “Alma” era certo que a palma direita da mão estava obrigatoriamente a bater na palma da esquerda.

A situação atual do Brasil não ficou esquecida nem capaz de deixar as duas amigas indiferentes. Reforçaram a importância de se pôr um travão à “ignorância que sai do armário”, e de começar a existir “igualdade pra sonhar”. A mensagem era simples mas a convicção com que Zélia Duncan interpretou “No Meu País” ajudou a torná-la ainda mais forte.

Ainda antes de terminarem o concerto, as duas voltam a cantar lado a lado, braço cruzado com braço, e a plateia voltou a juntar-se ao ritmo das duas amigas com “O Ralador”.

Por fim, se dúvidas houvesse que as mulheres são bem capazes de dominar o mundo, estas duas amigas, mulheres e de sangue brasileiro esclarecem qualquer uma delas pois, a verdade, é que fizeram da noite de sexta chinelo.
[Rita Pereira, PALCO DAS ARTES, Porto, 09.10.2017 ]
 
Mais imprensa show ‘Simone & Zélia Duncan’


Show SIMONE & ZÉLIA DUNCAN apresentado no Coliseu dos Recreios, Lisboa, dia 07.10.2017
Foto: Marjan E. Weenink

SIMONE E ZÉLIA DUNCAN FALAM SOBRE O SHOW

“Não tocamos juntas há muito tempo, vai ser emotivo também e logo em Portugal, onde sempre foram tão carinhosos connosco. Vamos ter músicas novas também. Algumas coisas do AMIGO É CASA serão lembradas, sim. Mas tivemos três meses para preparar o show. E quando se tem um tempo maior, aí a cada hora surge uma coisa na cabeça.”

“O espetáculo é focado no que a gente gosta de fazer. A gente adora o que está fazendo, coisas novas que fluíram no momento que a gente se encontrou (para este espetáculo)”.

“Eu tenho quinze anos a mais do que ela, que conta bastante isso, e ela está sempre soprando aqui, coisa nova pra mim”.

“O palco é um templo, eu peço sempre licença pra entrar, pra pisar no palco”.
(Simone)
 
“Surgiu o convite de Portugal. Quando falámos estávamos as duas com muita vontade de dividir o palco de novo. Nós vamos matar essa saudade uma da outra em frente ao público, vai ser muito bom, muito emotivo. Vamos relembrar o álbum ‘AMIGO É CASA mas também experimentar outras canções que nunca cantámos juntas.”

“Já faz alguns anos que a gente não se encontra no palco e estou muito feliz por esse encontro acontecer em Portugal, porque estamos levando para aí uma saudade, uma vontade, que vai ter jeito de começo. Mas será um novo espectáculo a duas, pensado em exclusivo para Portugal, não a repetição do que vimos em 2009. O roteiro vai ser bem diferente. Vamos pegar nas coisas mais marcantes nesse show, cantar de novo e juntar muitas outras novidades. Ela fez coisas, eu fiz coisas, o meu álbum mais recente é de sambas e ela quer cantar uns sambas também. Uma coisa garanto: não vai ser igual.”

“A gente compôs durante esse tempo uma música, SÓ SE FOR, que está no espetáculo. Então ela (Simone) já está aqui me cutucando pra gente fazer outra (música)”.
“Estar com Simone, pra mim, é uma honra como artista e uma alegria como pessoa, de estar acompanhada por uma amiga”.

“O conceito AMIGO É CASA permeia tudo o que a gente está fazendo. Esse show não veio com um nome, como veio o outro, porque a gente conversou – e não cantamos aqui (juntas) desde 2009 – e queremos mostrar coisas novas”.
(Zélia Duncan)
 


VÍDEOS
 
SHOW E ENSAIO

 
ENTREVISTAS

 


 
 

ROTEIRO


SIMONE E ZÉLIA DUNCAN


1. ALGUÉM CANTANDO
(Caetano Veloso)
2. A PALO SECO
(Belchior)
3. IDADE DO CÉU
(Jorge Drexler – versão: Paulinho Moska)
4. MAR E LUA
(Chico Buarque)
5. GATAS EXTRAORDINÁRIAS
(Caetano Veloso)
6. O TEMPO NÃO PÁRA
(Cazuza/ Arnaldo Brandão)
7. AMIGO É CASA
(Capiba/ Hermínio Bello de Carvalho)
8. RETRATO DA VIDA
(Dominguinhos/Djavan)
9. SÓ SE FOR
(Simone/ Zélia Duncan)
10. O TOM DO AMOR
(Moska e Zélia Duncan)


ZÉLIA DUNCAN


11. NO MEU PAÍS – O RONCO DA CUÍCA
(Xande de Pilares/ Zélia Duncan – João Bosco/ Aldir Blanc)
12. VIDA DA MINHA VIDA
(Moacyr luz/ Sereno)
13. ESTAÇÃO DERRADEIRA
(Chico Buarque)
14. ALMA
(Arnaldo Antunes/ Pepeu Gomes)


SIMONE


15. ALMA
(Sueli Costa/ Abel Silva)
16. DIGA LÁ CORAÇÃO
(Gonzaguinha)
17. CANDEEIRO
(Teresa Cristina)
18. CANTEIROS
(Fagner sobre poema de Cecília Meireles)
19. IOLANDA
(Pablo Milanes – versão: Chico Buarque)


SIMONE E ZÉLIA DUNCAN


20. EMBARCAÇÃO
(Francis Hime/ Chico Buarque)
21. RALADOR
(Roque Ferreira / Paulo César Pinheiro)
22. É
(Gonzaguinha)


BIS
23. TÔ VOLTANDO
(Maurício Tapajós/ Paulo César Pinheiro)

 


MÚSICOS

Ézio Filho (contrabaixo)
Léo Brandão (teclado e acordeon)
Webster Santos (violão, bandolim e guitarra)
José Leal (percussão)
Cristiano Galvão (bateria)

 
PRODUÇÃO
VIBES & BEATS

 


FOTOS

Casino Estoril (Estoril)

 

Casa da Música (Porto)
Show Simone e Zélia Duncan (icon) PORTO

 

Coliseu dos Recreios (Lisboa)
Show Simone e Zélia Duncan Lisboa (icon)

 

Divulgação e Imprensa 


LOCAIS & DATAS

Casino Estoril
ESTORIL, Portugal – 04.10.2017

Casa da Música
PORTO, Portugal – 06.10.2017

Coliseu dos Recreios
LISBOA, Portugal – 07.10.2017

 


CARTAZ & DIVULGAÇÃO

 

 

CURIOSIDADE
Simone – 50 vezes! Bodas de Ouro com Portugal!