Simone e Zélia Ducan no primeiro de três concertos Amigo É Casa


A primeira das três noites de Simone e Zélia Duncan em Portugal coincidiu com a 50ª apresentação de Simone em palcos portugueses e teve lugar no Salão Preto e Prata do Casino do Estoril, na noite da 4 de outubro. Atuam na Casa da Música, no Porto a 6 de outubro, e no Coliseu dos Recreios em Lisboa na noite seguinte.

MADALENA TRAVISCO | CANELA & HORTELÃ | PORTUGAL | 05.10.2017

“Amigo é feito casa que se faz aos poucos
e com paciência para durar para sempre (…)
amigo que é amigo não puxa tapete
oferece para a gente o melhor que tem e o que nem tem
quando não tem, finge que tem, faz o que pode
e o seu coração reparte que nem pão”

Este excerto é parte da letra que deu o mote a este concerto – Amigo é Casa – “a espinha de tudo o que a gente faz” (palavras de Zélia Ducan).

Simone e Zélia Ducan revelaram a amizade, soltaram as vozes, distribuíram alegria e afetos, dançaram, repartiram canções, e atuaram juntas grande parte do concerto.

Uma em cada lado do palco em “Alguém Cantando (bem)” irrompeu as palmas de quem aguardava pelo início do concerto e ainda escutou o “A Palo Seco” antes dos agradecimentos verbalizados:
“Obrigadíiiiissimo. Boa noite a todos. Estamos felizes demais de voltar a Portugal juntas…(…) São muitas emoções, muitas lembranças (…) Espero que vocês se divirtam, que cantem se quiserem – nada aqui é proibido. Se não quiserem,… a amizade continua”.

Juntas em “Idade do Céu”, “Mar e Lua”, “Gatas Extraordinárias”, o “Tempo não Pára” e o “Amigo é Casa”.

“Retrato da Vida” (de Dominguinhos e Djavan) antecedeu o bolero “Só Se For” e “O tom de amor”. Para o “No meu País”, Zélia Ducan fez um apelo à situação do Brasil (que precisa de se resolver) e uma citação: “Podem cortar as nossas asas, mas não vão impedir o nosso voo”.

 

 

Prosseguiu com a “Vida da Minha Vida” e “Estação Derradeira” enquanto a amiga, no canto do palco, fazia de instrumentista ou entoava os refrões. “Alma” de Zélia Ducan fez a transição para “Alma” de Simone que tomou o centro do palco para “Diga lá, Coração”, “Candeeiro”, “Canteiros” e “Iolanda”. Com “Iolanda” Simone traz a amiga novamente para o centro do palco para “O Ralador” e “Embarcação”.

Revelando o imenso prazer em cantar juntas, estiveram acompanhadas pelos músicos Léo Brandão (teclado e acordeão), Cristiano Galvão (bateria), José Leal (percussão), Webster Santos (violão, bandolim e guitarra) e Ézio Filho (contrabaixo e direção musical).

Cantoras felizes, saíram juntas ao batuque do “É”(do Gonzaguinha):

“É
A gente quer valer o nosso amor
A gente quer valer nosso suor
A gente quer valer o nosso humor
A gente quer do bom e do melhor.”

Com o público a aplaudir de pé, e que de pé continuou aplaudindo até ao “Tou Voltando” do encore.

Reportagem de Madalena Travisco (texto) e Joice Fernandes (fotografia)